Desde março, o Sindicato promoveu várias ações para pressionar o governo a atender as reivindicações, saiu às ruas, realizou manifestações e paralisações com a participação de centenas de trabalhadores (as).
O governo tentou ignorar as justas reivindicações da categoria, buscando colocar as dívidas com credores e fornecedores na conta dos trabalhadores.
Somente após a greve do dia 15 de abril, o governo resolveu apresentar uma proposta de reajuste de apenas 4,77% (INPC) em novembro, desconsiderando que a nossa data base é março. Esta proposta inaceitável foi rejeitada em Assembléia. Posteriormente, a prefeitura apresentou uma proposta de reajuste de 4,77% em janeiro de 2011, e abono neste mesmo percentual de agosto a dezembro de 2010. Esta proposta foi rejeitada pela direção do Sindicato, pois não repunha a inflação e o reajuste em janeiro não incidiria sobre 13º salário, além de adotar o menor dos índices entre INPC e ICV Dieese (4,77% INPC x 5,72% ICV-Dieese).
No dia 19 de maio, a Prefeitura apresentou a sua proposta final, com reajuste de 5,72% em dezembro e abono compensatório do período de março a novembro correspondente a 50% dos vencimentos de abril de cada trabalhador (a), com teto limitado a R$ 2.000,00, em 3 parcelas nos meses de agosto, outubro e fevereiro.
Na Assembléia do dia 20 de maio, a imensa maioria dos (as) trabalhadores (as), mesmo considerando que a proposta do governo não atendia integralmente as nossas reivindicações, decidiu acatá-la porque ela garante o patamar mínimo de reposição das perdas salariais para a grande maioria da categoria.
Os trabalhadores (as) consideraram que o momento é de assegurar este patamar mínimo, conquistado com a nossa luta, e a partir daí reforçar a organização nos locais de trabalho, acumulando forças para exigir da prefeitura o pleno atendimento das nossas reivindicações. Está cada vez mais evidente o descontentamento do funcionalismo com governo municipal.
As condições de trabalho são precárias e pouco se fez para mudar as relações autoritárias presentes no dia a dia. As terceirizações prosseguem em setores estratégicos da administração, como a merenda e alimentação (SP Alimentos), transporte (Transkombi) e saúde (SPDM-UNIFESP), gerando desperdícios e desorganização dos serviços.
Esta situação vai mudar com o avanço da nossa organização. Ao lado da luta contra as terceirizações, ainda em 2010 teremos outras grandes batalhas: exigir um Plano de Cargos, Carreiras e Salários que contemple as nossas reivindicações históricas e as mudanças no Estatuto do Magistério que reconheçam o valor e a importância do trabalho do conjunto dos funcionários da Educação.
É hora de avançar, sindicalize-se, participe das reuniões e assembléias!