Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017
Assembleia decidiu: Estado de Greve! Se tirar direitos, vai parar geral!

A disposição de luta do funcionalismo público de Diadema se mostrou com todo vigor na última quinta-feira, dia 26 de outubro, dia de paralisação geral em protesto contra a ameaça de retirada de direitos históricos da categoria.

Na parte da manhã, centenas de trabalhadoras e trabalhadores, saíram em passeata que tomou as ruas da cidade e se dirigiu ao Paço Municipal, onde o recado foi dado em alto e bom som: nesta luta não tem arrego, se tirar direitos do Estatuto dos Funcionários Públicos de Diadema, a cidade vai parar!

Na parte da tarde nossa concentração foi na Câmara Municipal, com um número ainda maior de trabalhadoras e trabalhadores, na maior paralisação dos últimos anos.

Os lutadores e lutadoras, dentro do recinto de votações e transbordando para a rua deixaram claro a que vieram: não vamos sossegar enquanto as intenções do prefeito de retirar nossos direitos não forem definitivamente enterradas.

Ficou claro que não serão ameaças das chefias, pressões e vídeos do prefeito nas redes sociais que vão nos fazer recuar.

Como o Prefeito se negou a enviar para a sessão da Câmara, durante a nossa mobilização,  um claro compromisso, por escrito, de que não pretende e não vai enviar nenhum projeto que retire direitos, ficou evidente que a sua intenção é consumar as maldades e que aguarda apenas garantir os 14 votos de que precisa na Câmara para enviar o projeto de lei do golpe em nossos direitos.

Em grande Assembleia realizada em frente à Câmara Municipal, as trabalhadoras e trabalhadores decidiram: a categoria se coloca desde já em “Estado de Greve” e entraremos efetivamente em greve ao menor sinal de que o projeto de retirada de direitos será votado na Câmara.

Cabe a cada trabalhador e trabalhadora assumir o seu lugar nesta luta. O que está em jogo é o nosso futuro e a continuidade do serviço público de qualidade em nossa cidade. 

Vamos aumentar o diálogo e a pressão sobre cada vereador para que não coloquem seus interesses individuais acima dos interesses coletivos.

Estamos de olho na posição de cada um e estaremos nas ruas da cidade nos próximos dias dialogando com a população sobre os planos sombrios do prefeito.

 

O que o prefeito quer fazer é parte do plano mais geral do golpe que está em curso no país desde Brasília, com a retirada de direitos da “Reforma Trabalhista”, ameaças à previdência pública, congelamento dos gastos sociais e entrega das riquezas nacionais e do patrimônio público aos grandes grupos econômicos. Portanto, a luta é uma só: nenhum direito a menos, se tirar direitos vai parar geral!

 


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