Quinta-Feira, 27 de Janeiro de 2022
Estagiários da PUC-SP no Sindema produzem cartilha contra prática de assédio moral. Leia e compartilhe

Com objetivo de promover o debate e identificar possíveis casos de assédio moral nos ambientes de trabalho de todos os equipamentos da Prefeitura de Diadema, o Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema, em parceria com alunos do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo que são estagiários no sindicato, produziu uma cartilha contra a prática de assédio moral.

Esta cartilha é dirigida aos trabalhadores da Prefeitura de Diadema e a todos aqueles interessados no tema. Ela busca divulgar e orientar sobre o assédio moral no ambiente de trabalho considerando que o conhecimento poderá propiciar ambientes saudáveis.

“A cartilha é uma ferramenta que faz parte da campanha permanente de combate ao assédio moral promovida pela Sindema. Ela pretende esclarecer dúvidas sobre assédio moral, com perguntas e respostas objetivas, para conscientizar os servidores sobre esta forma de violência institucional trazendo os tipos de assédio, seus efeitos alguns exemplos de situações e orientações sobre o que fazer e como intervir”, declarou Kátia Cheli, secretária de Política e Diretos Sociais do Sindema.

Kátia explica que “a cartilha tem o objetivo de diminuir os casos de violência no ambiente de trabalho e prevenir o adoecimento dos trabalhadores”. Em sua opinião, “a parceria com a PUC-SP demonstra o compromisso do Sindema na luta permanente contra as práticas abusivas e de violência no ambiente de trabalho”.

A iniciativa do Sindema reforça o compromisso institucional de valorizar as relações éticas no trabalho e intervir nas situações que causam adoecimentos. O material resulta das conversas e pesquisas com alunos do curso de Psicologia da PUC-SP durante o primeiro semestre de 2021.

O documento apresenta conceitos e informações sobre o assédio moral no trabalho e se sustenta no conceito de trabalho decente, presente na agenda da Organização Internacional do Trabalho, visando promover o respeito aos direitos no trabalho e a eliminação de todas as formas de discriminação em matéria de emprego e ocupação, bem como a ampliação da proteção social.

Marcelo Bechara, aluno do 8º semestre do curso de Psicologia da PUC-SP, afirma que “o processo de elaboração foi muito artesanal, envolveu muita pesquisa, discussão e seleção das informações mais relevantes que caberiam neste formato e cumpririam com a proposta principal, que é justamente informar”.

“O assédio moral é tão antigo quanto o próprio trabalho. E pela própria natureza deste fenômeno, pouco se falava sobre o assunto. Por isso, discutir o tema é tão fundamental para trazer à luz da discussão e para que as pessoas possam identificar aquilo que se configura como assédio moral e poder denunciar. O combate ao assédio moral precisa ser um compromisso coletivo”, concluiu.

Gabriela Braga, também estudante do 8º semestre, considera que “o processo de construção da cartilha foi extremamente rico como estudante e futura psicóloga”. “Ao longo do curso somos incentivados a exercer a Psicologia crítica e este projeto enriqueceu demais minha experiência. Do começo ao fim da elaboração desta cartilha, a gente conseguiu estabelecer uma verdadeira parceria em que o Sindema e os estagiários estavam dispostos e abertos a aprender um com o outro”, disse.

Em relação ao assédio, Gabriela afirma ser este um assunto crucial e necessário discutir sempre que puder em todos os espaços possíveis “porque é um assunto complexo que merece atenção, um fenômeno com capacidade de mexer com o psicológico das pessoas, que envolve humilhação social e acaba implicando na questão pessoal e no ambiente do trabalho, na relação com a família e como a pessoa se enxerga, e pode acabar correspondendo a um motor de diversos outros problemas no trabalho e na vida pessoal.

Se compreende o assédio moral no trabalho como um fenômeno de dimensões amplas relacionadas às políticas organizacionais, aos modelos de gestão e de organização do trabalho e até mesmo aos aspectos subjetivos e interpessoais. Resulta, portanto, de condições de trabalho precarizadas e relações degradadas.

Esta iniciativa faz parte de uma campanha permanente do Sindema contra o assédio moral dentro da Prefeitura de Diadema. Para acessar o conteúdo completo da cartilha, clique aqui.


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