Domingo, 27 de Novembro de 2022
Assédio moral: servidores estão atentos e não vão se calar!

O assédio moral infelizmente vem se tornando cada vez mais frequente dentro da Prefeitura de Diadema: as relações de trabalho entre as chefias e os funcionários estão cada vez mais deterioradas, prevalecendo a falta de respeito e o autoritarismo.

A degradação das relações interpessoais e a deficiência nas políticas de gestão, fazem com que justamente nos setores onde as relações de trabalho estão mais estremecidas, cresça o número de servidores adoecidos e afastados, em licença médica por stress e depressão.

Os casos de assédio moral, assim como as doenças psicológicas, vêm aumentando no pós-pandemia, trazendo consequências negativas à saúde e ao bem estar do trabalhador.

O assédio moral no trabalho se caracteriza pela exposição do funcionário a situações humilhantes e constrangedoras, reiteradas e prolongadas, no exercício de suas funções, durante a jornada de trabalho.

O assediador, em regra, é superior hierárquico, mas o assédio também pode ocorrer entre funcionários do mesmo nível hierárquico.

Como identificar o assédio moral
Assédio moral é a exposição de trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho e no exercício de sua função.

O assédio moral da chefia contra seus subordinados é uma forma de degradação do trabalho, inclusive com consequências negativas para a saúde do trabalhador.

Ele leva à desestabilização emocional, o quê, em um primeiro momento, pode resultar em medo, raiva e ansiedade. Em casos mais graves, pode evoluir para depressão, síndrome do pânico, ou até mesmo levar o trabalhador ao suicídio.

Atenção para as estratégias utilizadas muitas vezes pelo agressor:
• Escolher a vítima e isolar do grupo.
• Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
• Expor, fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
• Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários sobre suposta incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
• Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
• Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
• Livrar-se da vítima, promovendo sua transferência e colocando-a à disposição, algumas vezes sob a alegação de “insubordinação”.
• Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.


Como agir em casos de assédio moral
O trabalhador não deve se calar diante de casos de humilhação e constrangimento. A primeira medida que o servidor deve tomar é compartilhar com os colegas a situação que gera humilhação e adoecimento, porque assim o problema passa a ser de toda a coletividade. Outra medida é procurar as possibilidades de solução para modificar a realidade.

Para denunciar o assédio, a vítima deve recolher provas e deve procurar a ajuda de testemunhas do fato ou de quem já sofreu humilhações do agressor e evitar conversas com o agressor sem a presença de testemunha.

O assédio moral também é considerado acidente de trabalho e deve ser emitido o Relatório de Atendimento de Acidente de Trabalho ou Comunicado de Acidente de Trabalho, no caso de servidor celetista.

Não se cale diante do  assédio moral! Procure ajuda do SINDEMA e/ou da CIPA!

Acesse nossa Cartilha sobre Assédio Moral no site do Sindema.

Assédio moral é crime e deve ser denunciado!


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