PRESSÃO E PRESENÇA DOS APOSENTADOS E APOSENTADAS NA CÂMARA LEVAM O GOVERNO A RESPONDER OFÍCIOS QUE ESTAVAM SEM RESPOSTA.

Na tarde desta quinta-feira (6), o SINDEMA esteve na Câmara Municipal de Diadema ao lado de aposentados, aposentadas, pensionistas e servidores públicos, para exigir aquilo que jamais deveria precisar ser reivindicado: respeito. Respeito aos trabalhadores que dedicaram décadas de suas vidas à construção desta cidade. Respeito aos aposentados e aposentadas que hoje vivem a angústia de não saber quando receberão um direito que, por mais de 30 anos, foi pago regularmente. Respeito ao sindicato, legítimo representante da categoria.

A Tribuna Livre revelou aquilo que o governo insistia em ignorar: a indignação dos aposentados não nasce apenas do atraso da primeira parcela do 13º salário. Ela nasce da falta de diálogo institucional. O SINDEMA oficializou questionamentos ao IPRED, à Secretaria de Gestão e à Secretaria de Finanças. Encaminhou ofícios. Solicitou esclarecimentos. Tentou contato telefônico. Procurou respostas pelos canais institucionais.

Até a realização da Tribuna Livre, o sindicato não havia recebido qualquer resposta oficial. Somente após a mobilização dos aposentados e aposentadas na Câmara Municipal e da cobrança pública feita durante a sessão, o governo encaminhou resposta propondo uma reunião para o próximo dia 25 de agosto.

Esse é um avanço importante. Não representa, porém, o encerramento da pauta nem a solução dos problemas apresentados. O diálogo começa quando há disposição para ouvir, responder e negociar de forma permanente, transparente e respeitosa.

Diadema possui uma legislação específica que instituiu a Mesa Permanente de Negociação Coletiva (Lei Municipal nº 4.188/2021), criada justamente para assegurar o diálogo institucional entre o Poder Executivo e a representação sindical dos servidores. Discordar das reivindicações faz parte do processo democrático. Ignorar sistematicamente o sindicato não.

Quando a lei estabelece princípios como boa-fé, negociação institucional e efetivo interesse em negociar, o Executivo não tem o dever de concordar com o sindicato, mas tem o dever de dialogar. Tem o dever de responder. Tem o dever de respeitar a instituição que representa milhares de servidores públicos.

Durante a sessão, vereadores de diferentes bancadas reconheceram a gravidade da situação. Foram unânimes ao afirmar que faltou transparência, planejamento, respeito e humanidade no tratamento dado aos aposentados e pensionistas. Também anunciaram providências administrativas e jurídicas para apurar responsabilidades e exigir esclarecimentos.

Um dos momentos mais importantes da sessão veio do presidente da Câmara. Diante da informação de que os ofícios enviados pelo SINDEMA permaneciam sem resposta, ele assumiu publicamente o compromisso de solicitar cópias desses documentos para que a própria Câmara reiterasse oficialmente as cobranças ao Executivo e ao IPRED. Além disso, anunciou que fará novo convite ao superintendente do Instituto de Previdência e, caso ele não compareça, encaminhará sua convocação formal para prestar esclarecimentos ao Poder Legislativo.

Esse compromisso fortalece institucionalmente a luta dos aposentados e do sindicato. Da mesma forma, o agendamento da reunião com o Executivo demonstra que a mobilização coletiva produziu seus primeiros efeitos. O SINDEMA participará desse encontro com responsabilidade, firmeza e transparência, levando a voz da categoria e cobrando respostas concretas para os aposentados, aposentadas, pensionistas e servidores públicos.

O SINDEMA agradece profundamente cada aposentado e aposentada que enfrentou dificuldades, saiu de casa e ocupou a Câmara Municipal para defender seus direitos. Vocês representam a memória viva do serviço público de Diadema, a geração que construiu escolas, unidades de saúde, serviços públicos e políticas que transformaram esta cidade.

Nenhum governo tem o direito de tratá-los com descaso.

O SINDEMA continuará utilizando todos os instrumentos políticos, administrativos e jurídicos disponíveis para garantir o cumprimento da lei, exigir respostas oficiais e assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Porque negociação não é favor, é obrigação institucional. Porque diálogo não é concessão, é dever democrático. E porque nenhuma gestão tem autorização para governar sem ouvir aqueles que representam milhares de servidores públicos.

A presença dos aposentados na Câmara mostrou que nenhuma luta coletiva é em vão. Foi essa mobilização que rompeu o silêncio institucional e abriu um canal de diálogo. Agora, a categoria espera que esse primeiro passo seja seguido de negociação permanente, respeito e soluções concretas. O SINDEMA seguirá vigilante, porque os direitos dos aposentados e aposentadas não comportam adiamentos nem promessas vazias.

 

Privacy Preference Center