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NOTA DO SINDEMA SOBRE A APROVAÇÃO DO REAJUSTE DOS SERVIDORES SEM ACORDO COM A CATEGORIA

A Câmara Municipal aprovou, ontem, quinta-feira, 21 de maio, o projeto de reajuste salarial dos servidores municipais enviado pelo Governo Taka em regime de urgência, sem acordo com o SINDEMA e sem qualquer reajuste no Vale-Alimentação, no Vale-Refeição e no Auxílio-Saúde.
Pelo segundo ano seguido, o governo atropela a negociação coletiva e envia para votação o reajuste da categoria à revelia dos servidores públicos.
A votação escancara uma escolha política: o governo decidiu economizar justamente em cima da alimentação e da saúde dos trabalhadores que mantêm a cidade funcionando todos os dias.
Enquanto a inflação dos alimentos dispara, o governo manteve congelado um Vale-Refeição de apenas R$ 13,76 por dia, pago somente aos servidores da referência 5, com salário-base de até R$ 2.328,76.
O Vale-Alimentação segue em R$ 561,36.
O Auxílio-Saúde permanece em R$ 133,40.
Nenhum centavo de reajuste.
Durante a sessão, o SINDEMA denunciou na tribuna que “o governo, mais uma vez, disse não para os trabalhadores”, recusando qualquer avanço nos benefícios, mesmo após paralisações, assembleias, mobilizações e reunião mediada pela própria Câmara Municipal.
Também foi rejeitada a emenda apresentada pela bancada do PT, de autoria do vereador Josa, que garantia aos benefícios o mesmo índice aplicado aos salários.
O impacto estimado para aplicar a reposição inflacionária nos benefícios até dezembro seria de aproximadamente R$ 1,4 milhão.
Valor irrisório para uma Prefeitura com orçamento bilionário, mas aparentemente alto demais quando se trata da alimentação e da saúde dos servidores.
Como afirmou o presidente do SINDEMA na tribuna da Câmara:
“É a pior proposta de reajuste das sete cidades do ABC. É desse jeito que os servidores estão sendo tratados.”
A categoria reivindicava apenas o mínimo: que o mesmo índice aplicado aos salários fosse aplicado também ao Vale-Alimentação, ao Vale-Refeição e ao Auxílio-Saúde.
Nada além disso.
O governo recusou.
Os vereadores da base do governo tiveram, ontem, a oportunidade de impedir mais um arrocho contra os servidores municipais.
Preferiram manter o congelamento dos benefícios, mesmo sabendo que é justamente na alimentação e na saúde que pesa a maior inflação para os trabalhadores.
O SINDEMA reafirma que a mobilização da categoria foi legítima, necessária e continuará.
Nenhum direito foi conquistado sem luta.
E não haverá silêncio diante do arrocho, do desrespeito à negociação coletiva e da tentativa permanente do Governo TAKA de retirar direitos, arrochar salários e benefícios e jogar “contra” os servidores municipais de Diadema.















